A irresponsabilidade de se mandar polícia a um campus universitário

Qualquer pessoa minimamente sensata sabe que mandar batalhão de choque pra dentro de um campus universitário vai dar merda. É inevitável.

Polícia é treinada para lidar com bandido. Não com bandido de colarinho branco, pois este ela não pode sequer algemar. Mas com bandido pobre, que na maioria absoluta das vezes abaixa a cabeça e apanha quieto, pois aprende desde cedo que só lhe resta esta opção.

Estudante universitário é contestador por natureza. Estão em pleno vigor da sua capacidade intelectual e crítica. Se o professor não se fizer respeitar no primeiro mês de aula, estará perdido. Nada o salvará do senso crítico de seus alunos.

Polícia obedece a ordens. Estudante desobedece aos pais, professores e, claro, à polícia. São tribos antípodas.

O campus universitário é a casa dos estudantes. O lar da crítica por excelência. O teatro das mais diversas reivindicações estudantis.

Quer criar uma tragédia garantida? Chame a polícia para organizar o evento. É tiro e queda! Porrada garantida ou sua bomba de gás lacrimogêneo de volta.

Sabe por quê? Porque você vai colocar a polícia na casa da molecada e vai dizer: “não batam, só organize”. E vai dizer pros estudantes: “a polícia só está aqui para garantir a ordem”.

Só que o barril de pólvora já está criado e a faísca pode ser qualquer olhar torto.

Alguma hora um estudante naquela centena fará uma provocação e algum daqueles policiais vai interpretar inevitavelmente como “desacato a autoridade” e vai descer o cacete, esquecendo-se de que aquele estudante não é o bandido pobre que está acostumado a apanhar calado e de cabeça baixa.

Este momento é inevitável. Vai acontecer sempre. E, se um estudante provocar e um policial assinar o recibo, a guerra começará inevitavelmente.

Claro que tudo isso é óbvio demais para qualquer pessoa de bom senso.

Somente um irresponsável, sem a mínima predisposição ao diálogo , optaria por mandar o batalhão de choque da polícia a um campus universitário para “apaziguar” os ânimos.

Deu no que deu.

Anúncios

41 thoughts on “A irresponsabilidade de se mandar polícia a um campus universitário”

  1. Professor, a polícia foi ao campus por uma ordem do Poder Executivo ou em obediência a uma ordem judicial expedida pelo Poder Judiciário mediante o Devido Processo Legal?

    Em caso positivo (ordem judicial), a polícia pode se recusar a cumprir tal ordem?

    Um abraço!

  2. A hipocresia cresce a cada dia, isso é mais uma demonstração da falta de equilibrio e controle. Democracia finda. Talvez esses tempos de web 2.0 e Pirate party estejam ai para nos mostrar um novo caminho, ou uma verdadeira democracia!

    Parabéns,

    Abraço

  3. Gravatai,

    Como vc bem deve saber, ordens judiciais não são concedidas de ofício. Se existe a ordem judicial foi porque alguém pediu.

    Não vi ainda a ordem judicial, mas é pouco provável que ela ordene diretamente ao batalhão de choque que invada a USP e retire os estudantes de lá.

    O fato é que um irresponsável pediu a ordem e outro a concedeu.

    Ainda é cedo para apontar culpados, mas que eles existem, certamente existem.

  4. Dexter,

    É preciso verificar até onde vai a responsabilidade do governador no presente caso.

    A polícia militar responde ao secretário de segurança, que por sua vez responde ao governador.

    Uma operação como esta dificilmente seria autorizada, sem que se dê ciência no mínimo ao secretário.

    Se o governador não ficou sabendo é omisso; se autorizou é irresponsável.

  5. Exatamente.

    Ao que parece, foi requerida pela reitoria da USP. É preciso saber, dentro do debate que se faz (não aqui, faço o registro):

    a) se no pedido da reitoria há o requerimento da Tropa de Choque;

    b) se na ordem expedida há tal determinação.

    De um jeito ou de outro, houve barbeiragem e, de todo modo, houve abuso da PM. Isso é inequívoco e inaceitável.

    Abs

  6. É o que ocorre quando coloca-se soldados com sede de sangue, meu pai (que é policial civil do Estado de São Paulo), me contou como é o treinamento do choque, e disse que se o comandante deles mandar bater na mãe deles, eles farão isso sem pestanejar, se o mesmo fato (policiais baterem em estudantes) ocorresse nos EUA, todos os responsáveis estariam já na berlinda, quase para cair

  7. PELOAMOR DO MEU SAQUINHO.
    Pare de comparar qualquer coisa que acontece aqui com os EUA. Ô argumentozinho infeliz.

  8. O teu texto sugere uma certa ligação entre bandido e pobre, e mais ainda, sugere também que seria lícito a polícia bater em “bandido pobre” e não em estudante universitário. Eu sei que não é o que pretende dizer, mas disse.

    Quanto à questão sobre se houve ou não ordem judicial: é o caso de descumprir ordem judicial, como muitas vezes fez e faz o governador do meu estado – Roberto Requião.

    Pergunto ao Serra se já ouviu falar em negociação.

  9. A PM não entrou dando cacetada. Tentaram conversar para que a ordem judicial fosse cumprida pacificamente, o que não aconteceu.

    Esses estudantes são uma minoria notavelmente autoritária e anti-democrática na USP. Como não tem argumentos suficientes para uma discussão civilizada só conseguem chamar a atenção violando direitos alheios. Espero que a PM faça todo o necessário para tirar os manifestantes e garantir o direitos da maioria dos estudantes que querem estudar e dos professores que querem trabalhar.

  10. Até imagino quem são os que querem estudar e trabalhar.

    Os caras da Poli ou da FEA, que vivem de convênios com empresas, e não precisam da verba nem dos salários do governo.

    Aliás, pra que servem as ciências humanas mesmo? Porrada neles…

  11. No Brasil existe essa mentalidade que chefe do poder executivo é o chefão de tudo. Cansei de ver abusos de estudantes na minha universidade, espero que polícia atue sempre inclusive DENTRO de campi universitários para cumprir a lei e garantir as liberdades individuais daqueles que não violam as liberdades alheias.

  12. André,
    1. Comentário preconceituoso.
    2. Mesmo se fosse verdade o que voce diz: então que se dane os direitos desses capitalistas safados? A sociedade não é regida pela moral pessoal, mas pelas leis (as quais devem/deveriam refletir a moral da sociedade).
    3. Como eu já disse, não é verdade que a polícia já entrou batendo. Antes tentaram cumprir o mandato por negociação.
    4. Se não é possível cumprir a lei de forma pacífica, a polícia pode recorrer à força. Da mesma forma, se alguém invadir tua casa a polícia pode retirá-lo a força para garantir teu direito. O Estado tem o monopólio da violência. Aliás, bem-vindo à república.

  13. Alfredo, eu odeio os EUA, mas como o utilizamos como modelo até na hora de criar nosso sistema político, não tem como fugir da comparação, nos EUA caso ocorresse algo semelhante, os governantes estariam na berlinda, pois os filhos dos eleitores é que estariam apanhando, o que causa o maior espanto, é que a maior parte dos estudantes da USP são formados pelas classe média, e classe alta, principalmente em se tratando de FFLCH, o que torna contraditório, pois um dos grupos que mais apoiam os tucanos no Estado de São Paulo é justamente a classe média (medrosa que só ela, com medo dos comunistas dividirem suas poucas posses) e a classe rica, a maior parte dos estudantes de humanas da USP não fogem desse esteriótipo, por tanto o Serra mandou bater justamente nos filhos dos eleitores que o elegeram, e elegeriam presidente. O que só prova uma coisa vivemos utilizando a Europa e EUA como padrão de vida que devemos ter, mas, um padrão de vida não é construído apenas conquistando o poder econômico, demanda também a construção de instituições fortes, e principalmente de leis que permitam punir os excessos dos governantes, e digo mais, de uma mídia que exerça seu papel primordial, o de informar, e não construir ideologia política, o conservadorismo da elite política brasileira, e sua vontade de ficar o máximo possível longe, daqueles que são os verdadeiros construtores de sua riqueza (o sofrido povo brasileiro), nos leva a cometer o equívoco de eleger pessoas truculentas e que não possuem a menor vocação para ser político, e sim para ser general de exercito, vivemos criticando tanto a Venezuela, mas ontem a Venezuela foi mais democrática que o Estado de São Paulo.

  14. Paulo,

    foi você quem disse que esses estudantes são “uma minoria notavelmente autoritária e anti-democrática na USP”, e que atrapalham “estudantes e professores que querem trabalhar”.

    Está sugerindo que os grevistas não querem trabalhar. Chama-os de vagabundos. Comentário preconceituoso é o seu, portanto.

    De que república você está falando? Se não me engano ela foi implantada exatamente pelo uso da violência dos cidadãos contra as forças do Estado, tanto na Revolução Francesa como na Independência dos EUA.

    Os manifestantes estão justamente lutando contra o sucateamento da universidade. Você já entrou no prédio da FFLCH? Compare o salário dos funcionários com os praticados na iniciativa privada.

  15. dexter,

    “de uma mídia que exerça seu papel primordial, o de informar, e não construir ideologia política”

    pelo que entendi isso se refere aos EUA. Já ouviu falar em Neocons, Rupert Murdoch, Fox, etc? Fazem a Veja parecer amadora…

  16. André,
    Autoritário e anti-democrático não quer dizer vagabundo. Eles tem todo o direito de protestar se acharem mais importante que suas atividades normais (trabalho, estudo, ou outra), mas com certeza não tem o direito de protestar violando as liberdades de quem não queira protestar. Nem entro no mérito do conteúdo da manifestação, sou totalmente a favor da liberdade de expressão e manifestação, assim como da de ir e vir.
    Bom, por princípio creio na república democrática (sendo a sociedade regida por leis), se sinta livre para discordar.

  17. @dextervicente
    Desculpe, seu nome é dexter mesmo? Por enquanto vou chamar assim.

    Dexter, Berlusconi, Bush e Fox, isso te diz alguma coisa?
    Sem essa, eles não são e não devem ser referência para nós. Temos um estado democrático estabelecido aqui, muito jovem e ainda aprendendo mas temos, e pessoas inteligentes o suficientes para entender o que significa democracia sem se comparar com o dono de guantanamo e einaudi.

  18. Eu achei que estava no meu perfil, mas meu nome é João Vicente, eu estava utilizando como exemplo que tanto a classe média, como a classe alta querem para o país, estou “careca de saber”, sobre neocons, e o nosso camarada Berlusconi, a mídia europeia também não é lá muito inocente, mas a mídia brasileira está tão chula, que estão humilhando os áureos tempos no qual a Fox News decidia eleição nos EUA. Guantanamo só choca o mundo por que é o tratamento que o sistema penal dos EUA tenta dar a uma minoria perseguida, mas garanto que o sonho de qualquer preso em uma cadeia brasileira é estar em Guantanamo. Mas como esse post não é sobre sistema prisional, voltemos ao assunto. Vivemos tempos estranhos, onde o reitor de uma Universidade pública, tem que conseguir uma ordem judicial pedindo para que a polícia militar, ou sua tropa de choque, tenha que enfrentar manisfestantes, por incapacidade tanto do reitor, como do governador de dialogar com os insatisfeitos. Não é por bobagem ideológica de esquerda que os estudantes apoiam os grevistas (ok, confesso em uma multidão existe sim os que querem se aproveitar para promover sua carreira política), mas garanto que a imensa maioria estava ali, por que são estudantes de humanas, e como tal, tem a mais lúcida noção das necessidades dos funcionários, das deficiências da Universidade, e sabem o seu papel não só na sociedade, mas como futuros intelectuais orgânicos, de participarem das lutas dos movimentos sociais, e por estarem aprendendo as verdadeiras engrenagens do conhecimento sobre o homem, sabem mais do que ninguém, lutar por aquilo que esteja o mais próximo da realidade concreta.
    O Estado de São Paulo vive uma ditadura, pois possui um governador creio eu chucro, pois só saber negociar com arma e jagunços juntos, a oposição é pífia, e a mídia apoia como se fosse uma escritura sagrada, tudo que é dito, e decido pelo governador, é ou não é um Estado autoritário?

  19. Vai ser impossível responder a todos, mas vou respondendo aos poucos…

    Caro André,

    O parágrafo a que você se refere é descritivo. Veja:

    Polícia é treinada para lidar com bandido. Não com bandido de colarinho branco, pois este ela não pode sequer algemar. Mas com bandido pobre, que na maioria absoluta das vezes abaixa a cabeça e apanha quieto, pois aprende desde cedo que só lhe resta esta opção.

    Isso é um fato; não uma opinião.

    Claro que eu não concordo com esta política seletiva, mas é esta que vem sendo utilizada. É esta política que os ricos querem: Prenderam o ladrão da minha carteira? Porrada nele! Prenderam-me por sonegação fiscal? Não posso ser algemado.

    Mas a seletividade penal é tema longo demais para um post ou para um simples comentário, por isso nem entrei nele. No meu último livro você encontrará minha opinião mais detalhada sobre ela.

    No mais, concordo plenamente com seus comentários.

  20. Tulio,

    a seletividade da polícia (e do judiciário) é fato. Teu comentário “vai descer o cacete, esquecendo-se de que aquele estudante não é o bandido pobre que está acostumado a apanhar calado e de cabeça baixa” – remete também à nossa indignação seletiva contra a tortura no regime militar (apenas quando aplicada aos universitários de classe média). Aliás, as semelhanças são patentes – nem parece que o governador de hoje era um militante da Ação Católica, que exilou-se no Chile e casou-se com a filha de Salvador Allende.

  21. Paulo,

    vou embirrar com você.

    Quando você reclama ques os grevistas atrapalham quem quer trabalhar, não está entendendo nada. Está sugerindo que grevista faz greve por que não quer trabalhar. O “vagabundo” está nas entrelinhas.

    Acontece que eles estão ali justamente reivindicando condições para trabalhar, que é o que eles querem – inclusive reintegrar colegas injustamente demitidos.

    O problema é quando alguns colegas não se preocupam com isso: só “querem trabalhar”. Obviamente é mais cômodo. Não apanham da polícia. E depois recebem todos os benefícios que os grevistas lutaram para conquistar.

  22. Nossa, Tulio, te sigo há pouco tempo no twitter e fiquei acompanhando tudo isso pelos seus comentários. Fiquei chocada. Será que ainda tem gente que vota nesse cara. Me remeteu a ditadura. Sem noção.

  23. Como ex-aluno, até compreendo o sentimento daqueles que se vêem impossibilitados de exercer suas atividades acadêmicas, ou até, em alguns casos, tendo problemas mais graves (por exemplo, os alunos que moram no campus e dependem dos refeitórios – que nem tinham motivação para aderir à greve por serem terceirizados, mas não tiveram opção).

    O caráter cíclico das greves, a formação de piquetes e a invasão de prédios só alimentam este sentimento – que é menos restrito a esta ou aquela unidade do que os estereótipos podem sugerir. Você vai encontrar gente pró-movimento no IME e críticos ferrenhos na FFLCH – só não são sempre as pessoas mais vocais, é preciso estar lá no dia-a-dia.

    Concordo que nada justifica a tropa de choque na universidade – mesmo a polícia lá é complicado, pelas razões que o Túlio descreveu. Mas não me espantará se a reitoria alegar que a solicitação teria sido motivada pelo ensejo de evitar situação semelhante à da ocupação do prédio.

    O sucateamento da universidade e os problemas trabalhistas são questões sérias, e é *justamente* por isso que eu acho desastrosa a institucionalização das greves na USP: ela leva a abusos, que acabam sendo usados como justificativa para atrocidades como a que aconteceu (na minha opinião não justifica de forma alguma, mas a opinião que importa é a pública, não a minha).

    Isso sem contar que ainda me fica a impressão de que, quando a poeira baixar, é capaz de o episódio reverter em benefício político para o Serra – que se consolida cada vez mais como opção viável para os setores mais conservadores… :-/

  24. André,
    Não embirre não, heheh…

    Eu não sugeri que fazem greve porque não querem trabalhar, se acham que devem protestar por algo é legítimo que o façam.

    O problema está na forma, não no conteúdo da greve. São autoritários porque querem forçar quem discorda deles a seguí-los, o que só faz com quem percam mais credibilidade principalmente no meio acadêmico. Creio que a maioria dos que “só” querem trabalhar honestamente discorda dos grevistas, seja na forma ou no conteúdo da greve. São livres para isso, e nesse caso eles tem que ter garantido seu direito de ir e vir, estudar, trabalhar, etc.

    Se os manifestam valorizam tanto assim suas reivindicações deveriam mudar de estratégia.

  25. “No meu último livro você encontrará minha opinião mais detalhada sobre ela”.

    Se refere ao livro Transparência pública, opacidade privada, túlio?

  26. Um ponto: Se havia ordem judicial para a desocupação do campus, os estudantes não teriam que cumprí-la? Ou o campus tá fora do alcance do Judiciário?! Não seria dever destes estudantes, uma massa dita esclarecida, observar os ditames de um Estado de Direito?!

    Falo isso porque os alunos, principalmente os das humanidades clássicas, tendem a ter desprezo pelo Direito, o qual eles chamam de “instrumento burguês”. Participei de alguns congressos e de reuniões de estudantes e era patente como eles faziam questão de ignorar as normas existentes e ridicularizavam quem lembrava que elas deveria ser observadas.

    Em busca de uma desobediencia civil romantica, os estudantes fazem questão de desrespeitar as ordens judiciais, esquecendo que o Judiciário é um pilar essencial da democracia.

  27. Amyr,

    Um pilar essencial da democracia?

    Vai ver o que esse pilar estava fazendo durante o Regime Militar.

    Você está se referindo, por exemplo, ao TJ de São Paulo, onde Maluf nunca é condenado? Ou ao da Bahia, que comia na mão de ACM? Ou ao do Paraná, onde Aníbal Cury tinha influência pacas?

    Talvez você esteja sugerindo que o pilar é Gilmar Mendes, autoridade máxima do judiciário brasileiro.

    Faz-me rir.

  28. Comparar com o Regime Militar?! Vivemos numa democracia hoje, meu caro.

    Você incorre naquele erro clássico de reduzir as instituições às pessoas que os ocupam.

    Lógico que há corrupção e um corporativismo nocivo no Judiciário brasileiro, em várias instâncias, mas isso não tira o seu valor e o seu papel essencial para o fortalecimento democrático.

    O mesmo Maluf e o ACM foram eleitos várias vezes pelo voto popular e não vejo ninguém questionando o sufrágio universal como pilar democrático…

  29. Amyr,

    há de convir que a maneira como eles amealharam poder e influência eleitoral não foi nada democrática…

    O judiciário é sim um pilar da democracia. Em tese.

    Isso não significa que todas suas decisões o sejam.

  30. …e também não significa que as pessoas tem o direito individual de decidir quais decisões do judiciário cumprir e quais não cumprir. Pelo menos não impunemente. E se quiserem questiná-las tudo bem, desde que seja pelos devidos meios legais.

  31. O problema é a decisão de como enfrentar a truculência administrativa da reitoria e do governo estadual. Os caras estão lutando com as armas que têm.

    Tem muita gente na universidade que acha que os métodos dos grevistas não são os melhores. Mas aceitar quieto o desrespeito sistemático à carreira universitária (especialmente dos funcionários sem os quais a USP não funciona) não é a melhor saída.

    Veja o contraponto lá no Nassif:
    http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/11/usp-greves-e-piquetes/

    Já eu estou com Tulio, Idelber e tantos outros: mandar a polícia ao campus é inaceitável. E o ônus dessa trapalhada deve ser creditado ao governador.

    Se depender de mim está carimbado na testa dele: “truculento”, “autoritário”, “inimigo da universidade”.

Os comentários estão encerrados.