Minas Gerais é a mais nova aquisição do Google

O governo de Minas Gerais fechou uma parceria com o Google para doutrinar estudantes da rede pública do estado no uso de softwares proprietários.

O trato é simples: o Google entra com softwares que já estão disponíveis gratuitamente na Internet para qualquer interessado e o governo de Minas mantém os estudantes da rede pública longe de softwares livres, doutrinando nossos jovens desde cedo para o uso de softwares proprietários.

O que o Google ganha com a parceria: milhares de consumidores de seus serviços, com significativa ampliação de mercado.

O que Minas Gerais ganha com a parceria: NADA, pois os softwares já se encontram disponíveis gratuitamente na Internet.

O que Minas Gerais PERDE com a parceria:

1. Os softwares do Google são gratuitos, mas não são LIVRES. Se amanhã, eles resolverem “vender” o serviço (ou o software) nossos estudantes já terão se acostumado a usá-los e se sentirão pouco estimulados a migrar para uma plataforma livre;

2. Os softwares do Google, em tese, podem armazenar DADOS PESSOAIS dos usuários e remetê-los para a matriz nos EUA. Informações pessoais de milhares de estudantes (consumidores) mineiros serão enviadas todos os dias para o exterior para serem usadas como bem entender pela multinacional.

As vantagens do SOFTWARE LIVRE que a parceria do governo de Minas com o Google põe de lado:

1. Software livre será sempre gratuito, pois sua licença impede qualquer tipo de restrição à distribuição gratuita no futuro.

2. Software livre é aberto e permite aos programadores verificarem se ele faz tão-somente o que se propõe a fazer. Nada garante que um email apagado no Gmail seja de fato apagado no servidor. Ele pode ficar armazenado por lá para avaliar estatisticamente as preferências de consumo de seus usuários.

Só espero que a “parceria” não se estenda ao uso dos softwares do Google em órgãos da administração estadual, pois aí teríamos ainda um problema de segurança de estado, já que todas as informações eletrônicas do governo de Minas Gerais (desde emails enviados e recebidos até documentos escritos nos softwares do Google) estariam potencialmente acessíveis à empresa estadunidense.

Como já nos alertava Cynthia Semíramis em 2001, o uso de software livre não é uma mera questão de gratuidade, mas principalmente de segurança, pois somente com o código aberto, teremos a certeza de que o software faz tão-somente aquilo que se propõe a fazer.

E como já afirmei antes, o uso de software livre deve ser obrigatório pelos órgãos estatais, como corolário do princípio constitucional do livre desenvolvimento tecnológico.

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51 thoughts on “Minas Gerais é a mais nova aquisição do Google”

  1. eu achei que os softwares do google fossem livres, mas é importante divulgar isso, não somente para os alunos da rede mineira de ensino, mas para todos os brasileiros, cada dia mais não fossem os games eu sinto vontade de usar linux

  2. Cara, você está dizendo muita bobeira sem saber…

    A rede pública opera quase que exclusivamente em Linux, utilizando somente softwares livres. Eu trabalho com criação de cursos para a rede pública de ensino e também projetos do governo de inclusão digital, e todos levam uma carga grande até da história do software livre.

    A parceria com o Google é apenas para popularização de serviços que hoje em dia são largamente utilizados pela comunidade internauta, mas essas pessoas nunca tiveram acesso ou sabem como funciona. Se em um futuro hipotético eles passarem a serem serviços pagos, essas pessoas se encontrariam na mesma situação que qualquer outra pessoa que acostumou a utilizar seus serviços, e não zumbis como você está citando…

  3. Bobeira é acreditar que um estudante que utiliza o OpenOffice precise de Google Docs.

    Google sites e Google talk também são completamente dispensáveis, pois há softwares livres que realizam estas mesmas funções.

    Vão substituir o Firefox pelo Chrome também?

    Tenha dó! Está na cara que a “parceria” é para enfiar goela abaixo dos estudantes da rede pública os “maravilhosos” produtos Google, quando muito mais sensato seria, ensinar as crianças desde cedo a importância de se usar softwares livres.

  4. Fala aí, Túlio!

    Se a preocupação do Google fosse o interesse público, eles apoiariam o uso do SL e emancipação tecnológica. Como uma típica corporação, estão interessaod em desenvolver novos produtos e ampliar seus lucros.

    E a privacidade… Parece ser apenas um “detalhe”.

  5. Caramba, não acreditei no seu post. Você com certeza não está dentro do DCC da UFMG pra poder falar algo do tipo.

    Nos EUA, parcerias de empresas com universidades são vistas como um grande oportunidade aos estudantes para ter acesso ao conhecimento e estímulos das mesmas. No Brasil é visto como 1984.

    Primeira vez que venho neste blog, e provavelmente a última, a menos que você dê uma explicação descente a seus argumentos.

    PS: O Google não obriga NINGUÉM a usar os serviçoes deles. Todos os alunos do DCC tem @ufmg.br e @dcc.ufmg.br

    Fica esperto

    xy

  6. Vc não vai voltar mais no meu site? Puxa, que tristeza! Acho que não vou dormir hoje por conta disso…

    Fio, não estou falando de universidade, não… estou falando de E S C O L A ! Crianças em fase de formação intelectual, sabe?

    Tchau!

  7. Cara, Google Docs não substitui o OpenOffice. A proposta dos dois softwares é muito diferente, mas enfim…

    O Ministro das Comunicações Hélio Costa está implantando um projeto de inclusão digital desde o ano passado, não somente em escolas e outros órgãos do governo como também com a criação de Telecentros, abertos à população mais carente. Todas as máquinas trabalham 100% com Linux (distribuição Metasys) e softwares livres, e a quantidade de material de instrução que foi produzida mal chegou às mãos deles. Não faria muito sentido ter gastado tanto dinheiro produzindo tais cursos sendo que eles vão remodelar completamente o uso de softwares, reiniciar todo um trabalho que foi feito até agora.

    Sua opinião está dada, porém ela é completamente infundada.

  8. Túlio Vianna,

    A filosofia do Google não é formar idiotas para utilizar-se das aplicações por ela produzidas, muito pelo contrário. Veja a Microsoft com sua política de copyright, apenas contruindo sistemas que são copias de outros e nunca escutando a comunidade.
    Sexta-feira passada o google apresentou o google wave, possivelmente irá substituir o gmail, a plataforma é completamente opensource (server, client e protocol), qualquer ser humano pode contribuir. Se o google não aceitar a sua crítica, você pode simplismente criar um server, client e protocol seu e usar livremente, sem custo!

    Outro ponto, você falou:
    “Fio, não estou falando de universidade, não… estou falando de E S C O L A ! Crianças em fase de formação intelectual, sabe?”
    Eu sou muito preocupado com a formação intelectual das crianças, a primeira coisa que se deve fazer e rasgar todos os livros! Quem já se viu ensinar mentira para criança? Posso lhe listar centenas de mentiras dentro dos livros de história, física, química…
    Finalmente, sem dúvida, é melhor a criança utilizar o google e descobrir que pode contribuir, do que usar a Microsoft e pensar como uma idiota limitado.

  9. Anônimo,

    Acho que vc tomou o ônibus errado. Meu post não é sobre Microsoft X Google; é sobre software Livre X Google.

    Este papo de rasgar livros e “estudar” pelo Google já diz muita coisa sobre você.

    O Google é uma E M P R E S A , donde se concluí que atua em busca de lucro e não será diferente nas escolas mineiras. Não seja ingênuo de achar que vieram aqui fazer caridade.

    Formar consumidores para seus produtos é uma estratégia bastante promissora a longo prazo, não necessariamente para a venda de software, mas para a fidelização de usuários de seus serviços (que podem ser remunerados com mensalidades, publicidade ou com a venda de dados pessoais).

  10. Oi Túlio,
    Que coisa triste esse, hein? O pior é que há muitos cegos que até hoje não perceberam quão hipócrita é aquele slogan “Don’t be evil” do Grande Irmão. Tinha que ser coisa do Aécio NeveR…

    P.S.: Você não recebeu minha mensagem sobre debater direitos autorais?

  11. Túlio
    Que tristeza estes comentários não?
    Quanto ao uso obrigatório de SL eu não apenas concordo com vc como acredito que seja a única alternativa séria de dar efetividade ao princípio da eficiência, ao domínio das plataformas e formatos, e economia com a aquisição de software. Parabéns pela sua opinião!

  12. Novamente lhe falo, o Google abriu o código fonte de toda arquitetura da plataforma Google Wave! Esse é um argumento que vai de encontro com seu artigo. E isso não é tomar ônibus errado! Estou aqui apenas para colocar outro ponto de vista, sobre seu artigo, se você se sente ofendido e tenta me atacar isso não é problema meu! Se não quer comentário, bloquea os comentários!

    Em nenhum momento do meu texto eu falei que estudava ou rasgava livros pelo google, esse foi um julgamento errado da sua parte!
    Eu estudo informática antes da criação do Google, e sempre estudei pelo prazer do conhecimento, nunca estudei com o propósito de comprar um carro novo ou ficar rico, mas sim pelo prazer. Também, nunca deixaria um software desenvolvido por mim, servir para monitoração ou para quebrar a privacidade, muito pelo contrário, estudo para exatamente ter potencialidade de me ver livre do controle, quero ter total liberdade.

    O Google talvez de forma inconsciente, vem ajudando a democratizar a internet e não se preocupe se ele pisar na bola… o underground da internet é muito mais inteligente e filosófico do que você julga! Estou falando das inumeras pessoas que sabem das manipulações, sede pelo poder e dinheiro que existe por toda parte, mas que só estão inseridas nessa sociedade com o proposito de ajudar.

  13. Troll Googtard detected.

    Open Source(Codigo Aberto) != Software Livre(Free Software).
    Google usa open source com força, mas sua plataforma não é livre.

    Microsoft não ouve a comunidade?
    Procure

    http://mvp.support.microsoft.com/

    Se

    http://en.wikipedia.org/wiki/Microsoft_Most_Valuable_Professional

    Informar!

    http://www.microsoft.com/About/CorporateCitizenship/us/CommunityInvestment/default.mspx

    E sim, eu uso gmail,greader, igoogle, google docs, orkut, picasa, calendar(…)

    Eu é que não vou contribuir com o codigo do wave. O que a comunidade ganha com isso? NADA! Lary Page talvez, e vai comprar um avião boate novo desta vez.

    Rasgar livros? Bem, eu paro por aqui.

  14. Muito oportuno o post. Não se trata de fazer juízo de valor sobre as intenções do Google (como alguns comentários fazem, possivelmente com boas intenções – afinal, quem é que não quer acreditar em uma empresa que “não pratica o mal”?), e sim de observar que não é responsável o estado expor crianças tão novas a propaganda em massa desta forma.

    O fato de se tratar de software livre não suaviza o fato – muito pelo contrário: se o software é verdadeiramente livre, por que é necessária a parceria com esta empresa em particular? Por que não procurar um parceiro que seja especializado em implementar software livre (se o problema for colocá-lo em funcionamento), em hospedagem (se o problema for ter contas de usuário) e/ou em treinamento/capacitação?

  15. Túlio, infelizmente você se deixou cair na paranóia e acabou falando bobagem.

    Concordo completamente com você quanto à necessidade de se doutrinar as pessoas no uso do software livre, sou um entusiasta OSS, até meio troll as vezes, mas a gente precisa se controlar.

    Os softwares do Google são todos gratuitos? Sim, claro. Mas existem serviços pagos nesse meio aí, recomendo que cheque o serviço chamado “Google Apps for Your Domain” que é uma extensão desses serviços gratuitos, de forma paga, voltado para empresas. O “Google for Education”, que é o pacote “adquirido” pelo governo de Minas, é similar, mas voltado para educação.

    Além disso, a parte mais importante do projeto não é o software em si: é o suporte e o treinamento, que serão dados de forma gratuita – passados aos agentes do TeiaMG (se não me engano) e repassados aos alunos. Concordo com você que isso gera o risco de doutrinamento numa plataforma específica, mas sinceramenet: antes o Google que a Microsoft (embora eu concorde que seria melhor treinar os moleques no OpenOffice do que no Google Apps), mas nenhuma empresa do mundo iria prover esse nível e dimensão de treinamento de graça, então acredito que o acordo feito foi o melhor possível.

    Em terceiro lugar, acho muito improvável que o Google passe a perna no Governo e resolva cobrar, de uma hora pra outra, pelos serviços. Conheço pessoas que trabalham lá e essa simplesmente não é a filosofia da empresa. E mesmo que não fosse, não fariam isso porque o Google é “bonzinho” trata-se de estratégia de mercado, e um dos maiores trunfos do Google é justamente a sua imagem.

    Por último, criar e manter uma estrutura de servidores de e-mail com segurança, anti-spam, aplicações, enfim: toda a plataforma que o governo terá disponível através do Google é EXTREMAMENTE caro e dispendioso. Demanda recursos financeiros, humanos, espaciais e o escambal. Milhões seriam gastos em equipamentos, datacenters, linhas de comunicação, treinamento de funcionários, e tudo isso pra ter um serviço medíocre, como a maior parte dos serviços de TI providos pelo governo, geralmente implantados por pessoas despreparadas (concursados sem experiência anterior, na maioria) e pros cocos (o povo segue um monte de tutorial achado na internet, sem entender o que está fazendo) e com softwares que nem sempre são os mais adequados (ah, meu primo me falou que esse programinha faz isso que você quer).

    Enfim, o buraco é mais embaixo. Respeito sua opinião, acho importante contestar, discutir e questionar a validade de tudo. Concordo que o governo fez muito barulho querendo se fazer de santo na história, mas simplesmente atacar sem entender o que tem por baixo não é uma opção louvável.

  16. “Se a preocupação do Google fosse o interesse público, eles apoiariam o uso do SL e emancipação tecnológica. Como uma típica corporação, estão interessaod em desenvolver novos produtos e ampliar seus lucros.”

    O Google é tradicionalmente conhecido na comunidade de Software Livre como um grande (GRANDE) aliado.

    Projetos como o Google Code e o Google Code Search, por exemplo, são largamente utilizados por muitos projetos de SL, fora os milhões de programas – Google Summer of Code, por exemplo – de incentivo e financiamento de projetos Open Source. O código das apps do Google não é livre, é claro, mas eles têm seus motivos e eu posso citar dois: segurança por obscuridade e obviamente, sobrevivência. Estamos falando de uma empresa que compete com Yahoo e Microsoft, não dá pra se dar ao luxo de deixar a concorrência te copiar, infelizmente.

    “Vão substituir o Firefox pelo Chrome também?”

    O chrome é de código aberto, pesquise sobre o projeto Chromium – é o mesmo código, mas sem o “branding”, da mesma forma que o Firefox tem versões sem branding como o Gran Paradiso, usado no Arch Linux, por exemplo.

    “O fato de se tratar de software livre não suaviza o fato – muito pelo contrário: se o software é verdadeiramente livre, por que é necessária a parceria com esta empresa em particular? Por que não procurar um parceiro que seja especializado em implementar software livre (se o problema for colocá-lo em funcionamento), em hospedagem (se o problema for ter contas de usuário) e/ou em treinamento/capacitação?”

    Porque não existe no Brasil nenhuma empresa séria e capacitada a prover esse serviço nessa dimensão. Trabalhei alguns meses numa empresa responsável por uma grande distribuição linux (e serviços agregados) usada por vários distribuidores de PC’s no Brasil, pelo Governo de Minas Gerais e que está na briga pra licitação do programa de “um laptop por aluno” do Governo Federal, e saí de lá de raiva de quanto a coisa era gambiarrada e anti-profissional.

    “Formar consumidores para seus produtos é uma estratégia bastante promissora a longo prazo, não necessariamente para a venda de software, mas para a fidelização de usuários de seus serviços (que podem ser remunerados com mensalidades, publicidade ou com a venda de dados pessoais).”

    Duas coisas eu te garanto mas não tenho como provar: o Google não vende informações pessoais, nem venderá, e não cobra, nem cobrará, por serviços que são gratuitos.

    Agora sobre publicidade, eu não vejo mal na existência dela, desde que não seja obstrusiva – e o google é muito bom nisso, diferente de outras empresas e inclusive do próprio governo, que taca banners em Flash em suas páginas que impossibilitam a navegação em algumas plataformas.

  17. Gustavo,

    Você é ingênuo demais e acabou escrevendo “bobagem”.

    O que seria “EXTREMAMENTE caro e dispendioso” em se instalar OpenOffice em todas as máquinas das escolas públicas? Google sites e Google talk também poderiam ser substituídos com a simples instalação de softwares livres similares nos computadores públicos.

    Convenhamos: um convênio só para garantir a chance dos estudantes usarem Gmail é RIDÍCULO. Ninguém precisa de um convênio para usar Gmail. E ninguém precisa do monopólio dos serviços Google. Há dezenas de serviços de email gratuitos na Web. Que os estudantes aprendam a usar VÁRIOS dele.

    Quem não está entendendo “o que está por baixo aqui”, é você, que não percebe que só o Google tem a ganhar com a fidelização dos usuários e com os bancos de dados pessoais que eles vão acumulando.

    Criança tem que aprender na escola a usar software livre e ponto final. Se isso sai caro pro governo (e não sai, como já demonstrei), não é vendendo os estudantes para uma multinacional que vamos resolver o “problema”.

  18. “1. Software livre será sempre gratuito, pois sua licença impede qualquer tipo de restrição à distribuição gratuita no futuro.”

    Errado.

    Existem várias licenças “livres”. A BSD por exemplo permite que o software seja “apropriado” e sua licença alterada. Mas assumindo que você fala sobre a GPL – ela só obriga que o código seja redistribuido junto com a aplicação e que esteja sob a mesma licença. Nada impede que eu cobre pelo software que estou licensiando pela GPL!!!

    Claro que se eu comprei o software, ele veio com o código, eu posso fazer um “fork” e passar a manter a minha própria versão daquele software, mas com isso eu perco várias vantagens providas pelo “fabricante” como as atualizações de segurança e a garantia de código estável, por exemplo… tais responsabilidades são repassadas para mim.

  19. “O que seria “EXTREMAMENTE caro e dispendioso” em se instalar OpenOffice em todas as máquinas das escolas públicas? Google sites e Google talk também poderiam ser substituídos com a simples instalação de softwares livres similares nos computadores públicos.”

    Não foi desses softwares que eu falei, achei que o senhor iria perceber, sem eu precisar apontar, que eu estava falando de servidores de Email (Gmail), Webdav (Apps), Jabber (Gtalk) e HTTP (Sites).

    Como já foi dito aí pra cima, só por exemplo, OpenOffice e GoogleApps NÃO SÃO SIMILARES. O OpenOffice é um software para Desktop, com mais funções, mais rápido, mais versátil. O Google Apps é uma solução para compartilhamento, trabalho concorrente, disponibilização online, e outras mil possibilidades, que o Open Office não disponibiliza.

    “Convenhamos: um convênio só para garantir a chance dos estudantes usarem Gmail é RIDÍCULO. Ninguém precisa de um convênio para usar Gmail. E ninguém precisa do monopólio dos serviços Google. Há dezenas de serviços de email gratuitos na Web. Que os estudantes aprendam a usar VÁRIOS dele.”

    Ótimo! Seria realmente fantástico se eles aprendessem a usar TODOS os possíveis e pudessem assim escolher o que melhor os atende! Agora quem se dispõe a ensinar? De graça? Como eu disse: não é ideal, mas é o melhor possível.

    “Quem não está entendendo “o que está por baixo aqui”, é você, que não percebe que só o Google tem a ganhar com a fidelização dos usuários e com os bancos de dados pessoais que eles vão acumulando.”

    É da paranóia dos dados pessoais que eu estava falando. Você só coloca seus dados pessoais no Google se quiser =p

    “Criança tem que aprender na escola a usar software livre e ponto final. Se isso sai caro pro governo (e não sai, como já demonstrei), não é vendendo os estudantes para uma multinacional que vamos resolver o “problema”.”

    Concordo plenamente, só que uma coisa não exclui a outra. Nenhum dos softwares que o google disponibilizou possui alternativas viáveis em software livre, como eu acredito que agora tenha ficado claro.

  20. Gustavo,

    Bem que você avisou que é “meio” troll… 1 minuto depois da minha resposta, vc já me solta uma destas?

    Ninguém está falando de FreeBSD aqui. Você entendeu perfeitamente: GPL!

    Todo mundo está cansado de saber que “Nada impede que eu cobre pelo software que estou licensiando pela GPL!!!”

    Só que como eu disse a GPL “impede qualquer tipo de restrição à distribuição gratuita no futuro.”

    Quer cobrar, cobre. Mas se o usuário não quiser pagar, vai ter direito de copiar seu software de graça e você não vai poder dizer que isso é pirataria.

    O governo não precisa de “suporte técnico”… há funcionários públicos pagos para fazer este trabalho, então poupe-nos destes sofismas.

  21. “O governo não precisa de “suporte técnico”… há funcionários públicos pagos para fazer este trabalho, então poupe-nos destes sofismas.”

    No meu trabalho eu convivo com vários desses funcionários públicos pagos pra fazer este trabalho, e lamento todo santo dia ter que trabalhar com eles, tamanha a incompetência geral.

    Como novamente eu já havia citado: a maioria trata-se de concursados sem experiência, sem treinamento e muitas vezes sem formação, já que o governo considera que ensino médio é necessário pra realizar várias funções de informática – inclusive professor.

  22. Gustavo,

    O problema é ensinar edição de texto colaborativa? É só instalar um Wiki como o da Wikipedia e botar as crianças para trabalharem. Que dependência é essa do Google, hein? Precisamos de um programa de desintoxicação.

    Uma das funções do Estado é EDUCAÇÃO. Isso não é favor, não. Tem custo? Tem, claro! Mas é função do Estado e não pode terceirizar isso, não.

    Que façam concurso público para professores de informática que dominem software livre e ponham as crianças para aprender algo que preste e não o catecismo do Google.

    E se você não sabe, email é “dado pessoal”. Então este papo de que “você só coloca seus dados pessoais no Google se quiser” não cola. Só de você mandar um email pelo Gmail você já está colocando seus dados pessoais nos servidores do Google. Só de você fazer uma busca no Google logado no sistema com seu nome de usuário, você já está cedendo seus dados pessoais para o Google.

    Acorda!

  23. Gustavo,

    Se o funcionário público é incompetente, cabe ao governo dar-lhe treinamento adequado e não vender nossas crianças para o Google.

    Simples assim!

    E eu não tenho o dia inteiro para debater com você. Vou deixar-lhe com a companhia dos meus amigos leitores.

    Tchau!

  24. Túlio, o maior custo com Software Livre é o treinamento, que, em geral, é mais caro.

    Concordo com você que o poder público deveria sempre incentivar o uso de ferramentas livres (não condeno, em absoluto, o uso de softwares proprietários. Mantenho o meu Windows XP instalado para jogos).

    No seu post, você diz que “Software livre será sempre gratuito” o que, para quem já conhece as licenças, é perfeitamente compreensível, mas para pessoas que têm pouco conhecimento acerca de Software Livre (e são muitas), pode ser um pouco confuso.

    A migração de custos natural do Software Livre é de produtos para serviços, com as empresas disponibilizando serviço de suporte, treinamento, consultoria…

    Há estudos que mostram que a adoção de Software Livre por uma empresa tem um custo comparável à adoção do software proprietário, derrubando o “mito” de que software livre é software gratuito (embora, para uso pessoal, seja, de fato, gratuito). Mesmo assim, apenas a vantagem de utilizar uma plataforma livre já é consideravel. Além do mais, a longo prazo o custo deve ser bem menor, pois não há renovação de licenças.

  25. Gustavo Campos escreveu: “Se seu medo é seus dados pessoais cairem nas mãos erradas, o Google é o menor de seus problemas =p”

    Menor dos problemas? Uma base de dados pessoais gigante, cruzando mensagens de e-mail, blogues, serviço de busca, site se relacionamento e o escambau sob poder de uma única empresa? E então com essa mega-estrutura aliada a governos para bisbilhotar a população…

    Por falar nisso, parece que teremos aí a “urna eletrônica biométrica” num convênio TSE/CIA para coleta de impressões digitais. Bonito, né?

  26. a maior parte de quem defende a parceria vê que é importante a parceria de empresas com governos para ensinar desde cedo as crianças a utilizarem um pacote de programas. Gente é trocar o monopólio da MS pelo do google, é criar crianças sem censo crítico de que existe alternativas a esse programas, e acima de tudo é dar lucro para o google e para seus servidores já entupidos de informações de perfis de usuários para marketing, o ideal não é educar para o padrão, mas oferecer o maior número de possibilidades para que a criança desenvolva o censo crítico e escolha qual melhor pack de programas para seu perfil, numa sociedade democrática o ideal não é ter só uma empresa e só uma opção de programas, e sim uma gama infinita de programas de código aberto, para que se chegue a um desenvolvimento maior dessa plataforma de comunicação ampla e democrática que é a internet.

  27. Pessoal
    Calma lá com a controvérsia.
    Antes de tudo é preciso delimitar o tema.
    Se estamos falando de estrutura de servidores e aplicativos teremos uma série de conclusões.
    Se estamos falando de opções educacionais, pedagógicas, teremos outras.
    Infelizmente ainda não tive tempo de pesquisar os termos desta parceria, mas pelo que o Túlio escreveu trata-se sim de doutrinamento, programa de fidelização; o que é incompatível com os objetivos da educação pública.
    Além disso não entendo como o gdocs possa ser tão complicado assim que dependa de parcerias de ensino. Qualquer alfabetizado em informática saberá compartilhar seus documentos online de modo a permitir ou facilitar o trabalho colaborativo.
    Além disso a estratégia de QUALQUER política educacional é libertar o aluno. Fornecer a ele ferramentas para escolher dentre as opções, não ensinar uma delas apenas.
    Quanto a alegada incompetência do funcionário público, bom, as ferramentas democráticas estão disponíveis, voto, conselhos, assembléias legislativas e afins. É só se fazer ouvir.

  28. Túlio,

    Sem entrar na discussão da parceria do governo de Minas com o Google (concordo com você que é inadequada), acho que o software livre precisa conviver com o proprietário.

    Gostaria de ter mais tempo para explicar melhor o assunto mas vou resumí-lo da melhor forma possível: Eu sinto desapontar os mais otimistas mas eu acho que o software livre nunca vai dominar o mercado de softwares.

    Quero dizer com isto que certas indústrias vão continuar precisando do software proprietário. Isto porque em alguns setores é impossível mobilizar gente especializada o suficiente para se dedicar a projetos livros. Não há interesse. Pense na maioria dos sistemas de informação, por exemplo, um sistema contábil. Poucos de fato se interessam em contribuir para projetos desta natureza. Não há motivação para tal.

    Além disto, quanto mais específico o software, menos usuários ele terá, diminuindo ainda mais a possibilidade de contribuição. Sem contar que um software contábil tipicamente precisa aderir a leis locais, limitando (novamente) a base de programadores capazes de contribuir.

    Acho que o modo de produção de software livre é excelente para softwares genéricos como sistemas operacionais e browsers. Mas simplesmente proibir o software proprietário no governo prejudicaria mais do que ajudaria pois podaria a utilização adequada do software em certos casos. Suporto uma diretiva que determinasse, em casos onde há software livre compatível, que a escolha seja sempre por ele.

    E, por favor, não argumente que o governo pode desenvolver e manter estes softwares. Praticamente todos os exemplos são de fracasso de uma forma ou de outra. Vide o fraco software de IR da Receita, as tentativas frustradas de desenvolver um sistema de informação educacional, e os confusos sites da Câmara e do Senado (que até você já reclamou aqui).

    Para mais sobre o assunto, recomendo o excelente livro “O Sucesso do open source” (em inglês) http://www.amazon.com/Success-Open-Source-Steven-Weber/dp/0674012925

  29. Murilo,

    Não se deixe enganar por esta propaganda da Microsoft travestida de pesquisa científica que afirma que o custo do software livre é mais alto, pois ela é uma grande falácia.
    Ao comprar um Windows original eu NÃO ganharei um curso de Windows e um funcionário da Microsoft NÃO irá até minha residência/escritório instalar o sistema operacional para mim.
    Custo com treinamento e suporte técnico qualquer sistema tem e não são tão diferentes assim.
    Esta pesquisa é metodologicamente absurda e seus resultados revelam apenas os interesses de seus patrocinadores, que passam longe do melhor para o usuário.

  30. Ricardo,
    Sim, claro! Enquanto não houver softwares livres equivalentes, o Estado poderá usar softwares proprietários sem problemas.
    Mas decididamente este não é o caso do governo de Minas Gerais com esta “parceria”.

  31. Por isto concordo contigo quanto à decisão indevida do Estado.

    Meu comentário foi uma crítica especificamente a sua última frase do post: “E como já afirmei antes, o uso de software livre deve ser obrigatório pelos órgãos estatais, como corolário do princípio constitucional do livre desenvolvimento tecnológico.”

    Meu ponto é que, em certas(os) indústrias/setores, é possível que nunca existam softwares livre como alternativa. Os motivos estão apresentados acima no meu comentário anterior.

    Por isto acho um erro tal proibição.

  32. Túlio, acho que o Murilo estava se referindo a troca do software proprietário, nos quais os usuários já estão treinados e as licenças já foram adquiridas, pelo software livre que desconhecem.

    Neste caso, o custo costuma ser maior pois além da manutenção (já paga no caso do software proprietário e também existente no software livre), é preciso treinar a equipe para o uso do novo software, migrar os dados, atualizar o hardware, etc. Nem sempre tantas mudanças são vantajosas.

    Esta é uma discussão que facilmente cai no maniqueísmo proprietário vs. livre, o que acho um erro. Enquanto modos de produção, as duas formas se adequam a casos distintos e devem ser estudados como tal.

  33. Ricardo,
    No artigo citado, em que expressei esta idéia, deixei expressa esta exceção lembrada por você.
    No post, escrevi rapidamente e acabei não deixando clara esta hipótese.

  34. Ricardo,

    Mas aí não vale a conclusão de que “software livre pode sair mais caro que software proprietário”, pois a migração de software livre para software proprietário nas condições inversas sairia bem mais cara.
    O valor deste investimento é para que o Estado ganhe uma autonomia tecnológica que jamais vai ter se usar software proprietário.
    Então este investimento na substituição por software livre é equivalente a um investimento no qual alguém compra uma casa para deixar de pagar aluguel.
    Treinou os funcionários para usar software livre e fez a migração? Pronto! O custo a partir daí será mínimo se comparado aos constantes custos de upgrade do software proprietário.

  35. Concordo com sua primeira frase, Túlio.

    Sobre o restante, faço ressalvas. Investir em software livre não necessariamente garante autonomia tecnológica. O fato de ser livre, mas mantido por apenas uma empresa, por exemplo, impõe restrições. Muitas vezes, o Estado não tem condições de assumir o código caso a empresa decida parar de manter o software ou aumentar seus preços. Isto para ficar apenas num exemplo mas são muitas as possibilidades combinatórias.

    Na sua analogia com a casa, por exemplo, sei de muita gente (eu incluso) que prefere o aluguel e investir o dinheiro restante em melhores opções que a casa própria.

    Uma vez implantado o software livre, os custos de manutenção costumam ser similares. A única diferença limita-se ao custo da licença quando uma nova versão é lançada. Mas isto não conta que um software livre pode ter pacotes/módulos pagos, custos para upgrade de versão, etc. enquanto o proprietário cobra apenas a licença.

    Quero dizer com tudo isto que as nuances são muitas e simplesmente dizer “software livre” não deixa implícito ter feito um melhor negócio. E o mesmo vale para o software proprietário.

  36. Ricardo,
    A maioria absoluta dos computadores de qualquer órgão público brasileiro tem instalado um sistema operacional, um navegador e um pacote de escritórios do tipo “Office”.
    Os demais softwares utilizados são os desenvolvidos para uso da própria repartição.
    Conclusão: o upgrade nestes casos (que é a maioria absoluta) é sempre mais barato se estiverem usando software livre, pois o grande custo seria das licenças de softwares proprietários.

  37. Generalizar a crítica à “incompetência” do serviço público mascara dificuldades criadas pelo maniqueísmo em relação ao código aberto e pelo fato de que muitas decisões no serviço público apresentam características mais orientadas pelo desejo dos gestores que pela lógica do serviço.

    Quando o topo da hierarquia local decide usar no trabalho o mesmo SO que usa em casa (Windows) e o Estado pressiona pela adoção de software de código aberto (Linux), os quadros de TI são obrigados a dominar duas tecnologias distintas para efetuar o mesmo trabalho quando apenas uma seria suficiente.

    Imagine um sistema de autenticação com base legada de mais de dez anos e milhares de usuários espalhados em quarenta pólos distribuídos geograficamente por quase 100 mil km2. Então imagine o que é manter o serviço funcionando sobre Windows E Linux trocando informações entre si, tudo mantido por uma equipe de quatro pessoas que precisa dominar todos os aspectos de cada ferramenta, suas atualizações e incompatibilidades. É essa a realidade que muitos servidores públicos enfrentam, mas o que rola nos bastidores não vira matéria de jornal nem post de blog, então ninguém dá bola. O resultado é que, mesmo defendendo o código livre, somos praticamente forçados a adotar várias soluções pagas para prestar um serviço minimamente decente.

    Do ponto de vista estratégico (custos, segurança, autonomia) os argumentos a favor do código aberto são inquestionáveis. O domínio do Google é “not evil”, mas não significa menos domínio por causa disso. “Paz sem voz não é paz, é medo.” Quem duvida procure acompanhar a polêmica envolvendo o projeto de digitalização do Google Books.

    Liberdade de software exige dedicação e planejamento, ou seja, tempo, o que nem sempre cabe nas agendas imediatistas de muitas gestões orientadas exclusivamente pela política dentro e fora das repartições, ou pela sobrevivência das funções comissionadas entre as figuras mais mesquinhas.

    A popularidade das APIs de redes sociais na internet, da computação em nuvem e da adoção do Linux em desktops deve limitar os serviços pagos a nichos corporativos de alta qualidade como virtualização, clusters, backup, segurança e bancos de dados, concorrendo com soluções em código aberto para ambientes de menor escala.

    A meu ver o impasse é momentâneo, mas se o esforço e, principalmente, a pressão do público não for mantida, a troca desse maniqueísmo raso por uma política de ‘boa vizinhança’ entre soluções livres e proprietárias pode levar uns vários anos.

  38. Acredito que o foco em custo de software livre e gratuito foi o que causou algumas distorções. Acredito que o foco deveria ser nas vantagens de o software ser livre (possibilidade de melhorar, distribuir) e na importância das informações.

    Acho que faltou também que alguns entendessem que o Google pode ser parceiro enquanto desenvolvedor de software livre, mas que nem por isso seus softwares proprietários são melhores que softwares proprietários de outras empresas.

    @Gustavo Campos, pelo estilo eu imagino que seja o Gucampos mesmo. Software equivalente a google docs: Gobby. Mas os alunos precisam de qualquer um dos dois? Se forem 5% que precisam, eles não podem simplesmente usar por conta própria? Só hipoteticamente, se fosse mesmo necessário treinamento e não se tivesse dinheiro pra pagar, porque não fazer licitação para ver quem oferecia mais serviços em troca da base de dados de alunos de Minas Gerais? Da mesma maneira que os bancos pagam para cuidar da folha de pagamentos das empresas, eu acredito que empresas como o Google devem pagar se forem ser beneficiadas com medidas desse tipo. O treinamento foi um preço barato.

  39. Túlio,

    Essa discussão que está sendo travada aqui deve ser levada aos canais competentes, não? O que você tem em mente? Representação junto ao MPE ou ao TCE, algo do gênero?

    Abraços,

  40. Vamos ver informações sobre o Google…

    Pesquisando no Yahoo
    http://br.search.yahoo.com/search;_ylt=A0oG74_IsTVKLiwB9bTz6Qt.?p=universidade%2Bcanad%C3%A1%2Bgoogle%2Bespionagem&y=Buscar&fr=yfp&fr2=sb-top&rd=r1&sao=1

    Pesquisando no Google
    http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=universidade%2Bcanad%C3%A1%2Bgoogle%2Bespionagem&btnG=Pesquisar&meta=

    É melhor saberem bem com está o Google em governos fora dos EUA. Vejam o caso do Canadá!

    A distribuição Linux da Metasys, entra no governo do estado através de uma OPCIP travestida de ONG, que e a mesma está no governo do estado sem licitação pública! Também está no governo federal através do Ministério das Comunicações onde este ministério possui um projeto de inclusão digital para telecentros em todo o país.

    Agora, eu conheço um telecentro aqui em BH o qual esta empresa pelo contrato com MCT é obrigada a prestar suporte, só que a mesma não o faz! Esta mesma empresa tentou diversas vezes entrar na Secretaria Municipal da Educação de BH. Só que não conseguiu, pois esta já utiliza a Distribuição Linux Libertas desenvolvida pela Prodabel, empresa de Processamento de Dados do Município.

    Muito estranho esta Metasys no governo do estado, só queria ver o projeto realmente de perto nas escolas estaduais. ALGUÉM JÁ VIU…

    Quanto ao Google, pode ser para usuário final, até de alunos, os mesmo já usam diversos e-mail, Hotmail da Microsoft, Yahoo, IG, BOL, etc. Me estranha muito são estes contratos sem licitação pública, tem alguma coisa debaixo deste tapete!

  41. Bom, essa é minha primeira vez aqui e li todos os comentários, abaixo segue minha humilde opinião:

    1-Em primeiro lugar,a discussão está bem acirrada e acho que esquecemos que nunca sabemos os verdadeiros interesses que há no que o político FAZ, ou seja, os interesses políticos e partidários vem em primeiro lugar, o resto vem depois.

    2-Acho que nós profissionais da área de TI precisamos ser mais abertos a críticas e discussões. Ninguém é dono da verdade, por isso já que optamos por usar software livre, devemos respeitar a opinião de outras pessoas quanto ao uso de qualquer outra plataforma. Se não fizermos isso, caímos na armadilha da propriedade da ÖPINIÃO”, ou seja, só a minha é a “CORRETA”.

    3-Desculpem não comentar nada sobre o assunto, mas prefiro pesquisar melhor antes de comentar.

  42. Olá Túlio!

    Desculpe postar só nesta data, mas estava procurando informações sobre esse acordo da Google com o estado de Minas Gerais e encontrei seu site que virou um “fórum” de discussão.
    São questões interessantes que foram trazidas, porém algo me chamou a atenção: aqui, como em qualquer lugar que se discute e relaciona tecnologia, educação e crianças, não se fala da problemática quanto a restrição em se trabalhar com alunos menores de 18 anos com criação de blogs, e-mails, chats, etc.
    Os provedores se eximem, inclusive os da Google, da responsabilidade e colocam em seus Termos de Adesão (muito escondido, por sinal) que o usuário não pode aderir a uma conta se não tiver idade para responder juridicamente pelos seus atos, no nosso País é aos 18 anos de idade.
    Caso seja feito um trabalho pedagógico com e-mails na escola e, um aluno usar essa ferramente para alguma postagem indevida sobre colegas, professores ou qualquer outra situação particular, a vítima pode entrar com uma ação judicial por danos morais e todos respondem, inclusive os professores que, com outros objetivos bem diferentes, desenvolveram trabalhos pedagógicos orientando o uso dessas ferramentas.
    Por causa dessas questões, gostaria de saber como esse acordo com a Google e o Estado de Minas Gerais foi firmado:
    Como foram resolvidas as questões legais em relação a criação de e-mails, orkut, chat, blogs, com alunos menores de 18 anos?
    Houve criação de uma Legislação específica no Estado de Minas Gerais para essas situações previstas?
    A Google se responsabiliza dando todo o suporte necessário?
    Não quero aqui levantar polêmica, preciso encontrar mais informações sobre esse acordo. Tudo que encontrei até agora não deixa claro essa questão da Legislação.
    Obrigada

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